Com previsão de estrear comercialmente no próximo mês de setembro, durante uma conferência em Vancouver, um automóvel elétrico com carroceria feita a partir de uma variedade do cannabis, o cânhamo, está nos planos de produção da empresa canadense Motive Inc.
Esta intitula o veículo como “Kestrel”, colocando-o como o primeiro carro elétrico no Canadá que possui carroceria bio-composta. O responsável pelo desenho do novo carro é Darren McKeage, o qual salientou a simplicidade do design como forma de promover uma maior eficiência.
As esteiras de cânhamo utilizadas na carroceria do Kestrel serão fabricadas pela empresa Alberta Innovates Technology Futures (AITF), também do Canadá. O veículo deverá começar a ser testado ainda no final deste mês.
A indústria automobilística caminha em passos largos para mudanças de conceitos estéticos e desenvolvimento de novas tecnologias, que nos permitem pensar que os carros que rodarão pelas ruas das grandes cidades do mundo serão, em mais ou menos vinte anos, totalmente diferentes dos modelos que hoje temos a disposição. Serão veículos obrigatoriamente menos poluidores, reformulados em termos de aproveitamento de espaços e cada vez mais sofisticados. Absolutamente aproximados daqueles modelos futuristas de filmes de ficção científica.
E já em Setembro, no Salão do Automóvel de Paris será possível ter uma pequena idéia de como deverá ser o carro do futuro. A Kia divulgou fotos do seu carro conceito elétrico que será apresentado no evento. Sem informar detalhes técnicos, as fotos do Pop elétrico foram divulgadas dando uma prévia das inovações e reformulações de conceitos que a evolução da indústria dos automóveis está desenvolvendo.
O modelo será um supercompacto que poderá transportar até três ocupantes, com um design totalmente inovador e futurista, de linhas arrojadas e perfeitamente adaptado a realidade do trânsito caótico das grandes cidades, por ser pequeno e aparentar uma razoável agilidade. Embora para saber ao certo, somente quando o modelo chegar às ruas em um futuro talvez nem tão distante.
De acordo com a montadora o carro elétrico terá emissão de CO² zero, tornando-o um modelo absolutamente “verde”. Característica que está se tornando preponderante na indústria de veículos. Resta apenas aguardar para ver qual o impacto que, principalmente seu visual inovador, irá causar.
O supercarro esportivo da Mercedes- Benz, o SLS, agora tem a sua versão elétrica. O modelo tem algumas novidades para o consumidor, além do motor V8 sobrealimentado que foi substituído por quatro motores, o automóvel se apresenta na nada discreta cor amarela.
Também esteticamente o carro obteve modificações de alguns detalhes, como novas rodas e saídas de ar e os bancos contém novos revestimentos em couro branco e preto. Outro ponto interessante é um painel no console central. Lá há indicadores do nível de carga da bateria, velocidade, fluxo de potência dos 4 motores e etc.
Estes motores propiciam somados 534cv, com giro de 12 mil rpm e torque de 89,8 kgfm. A suspensão do modelo teve de ser totalmente trocada para que o novo conjunto mecânico pudesse ser colocado. Agora o SLS é multilink em suas 4 rodas. Um número limitado desta versão elétrica pode aparecer em 2013.
US$ 41.000. Este é o preço fixado pela General Motors para o seu primeiro carro elétrico, o Chevrolet Volt. O automóvel que será disponibilizado em seis estados norte americanos, também terá sua exportação no ano de 2011 para paises europeus. Aqueles que quiserem já reservar um modelo do automóvel, terão um credito fiscal de US$7.500, que é destinando a aqueles produtos que economizam energia. Com isso o valor do elétrico reduz para US$33.500.
O Volt, que é alimentado por motor elétrico, tem uma autonomia de 500km. Com as baterias de íon-litio de 16kWh, o nível de emissão é zero em seus primeiros 60 quilômetros. Após isso, para a autonomia chegar a 450km um motor gerador começa a funcionar. As baterias têm uma garantia de 8 anos.
Este novo modelo da Chevrolet terá suas primeiras unidades vendidas nas cidades americanas da Califórnia, Texas, Michigan e finalmente Washington e Nova Iorque.
Carros elétricos ainda atravessam a ponte entre a realidade e a ficção. Verdade que já existem alguns circulando por aí. A grande maioria, protótipos e veículos de testes. O mesmo vale dizer dos postos de recarga elétrica. Praticamente não existem.
Eu digo “praticamente” porque há, sim, alguns. São 13 ao todo, nos estados de São Paulo e Espírito Santo. Verdade que não são destinados aos automóveis, mas às bicicletas elétricas. Em Guarulhos, a Guarda Municipal utiliza 15 bicicletas elétricas que foram doadas por uma empresa lusitana, a EDP. E foi ela mesma quem instalou o posto de abastecimento elétrico.
Já é um começo. Na Europa, a EDP pretende construir cerca de mil postos para abastecer carros elétricos nos próximos dois anos.
A Volkswagen planeja investir pesado e dominar o mercado de carros elétricos no futuro. Recentemente falamos do Up, um novo conceito criado pela montadora alemã que utiliza energia limpa. Além dele, está previsto o lançamento de uma versão elétrica do Golf, provavelmente em 2013. O nome do modelo será Blue-e-motion.
Assim como outros modelos elétricos que utilizam baterias de lítio, a velocidade máxima do Golf elétrico não deve passar de 170 km/h. A aceleração também segue a média, chegando a 115 km/h em pouco mais de onze segundos.
O Blue-e-motion deve pesar cerca de 300 quilos a mais que o similar a combustão.
Antes de ser lançado no mercado a empresa colocará 500 protótipos para circular e fazer testes. Só depois iniciará a fabricação do automóvel.
Preocupados com o futuro e com a possível e póstuma escassez do petróleo, empresários e a população têm apostado em novas fontes alternativas para obtenção de energia, independente se para aquecer a água em residências ou para a locomoção de maquinários e veículos automotores.
Uma reportagem do portal de economia Terra indica que os carros elétricos, nova tendência do atual século, têm apresentado resultados cada vez mais satisfatórios, originados subitamente de seu custo vs. benefício ou, também, de designs inovadores e marcantes. Entretanto, indica o website, embora agucem a curiosidade do ser humano, apresentam falhas cada vez mais latentes na medida em que são comparados a automóveis movidos a etanol ou gasolina.
Um dos maiores obstáculos para a indústria que quer se destacar e angariar consumidores mais conscientes no sentido ambiental é o valor de cada veículo elétrico. Segundo o Terra, a unidade é especulada ao público, em média, com o dobro do valor dos carros movidos por combustíveis convencionais.
A montadora Mitsubishi resolveu reduzir significativamente o valor do modelo compacto i-MiEV, com essa redução, o veiculo elétrico que custava aproximadamente 4,56 milhões de ienes( UU$ 47,5 mil), passa a custar agora cerca de UU$ 43 mil o que equivale a 3,98 milhões de ienes, isso no Japão.
Essa redução se deu pelo anuncio do modelo da concorrente Nissan Leaf que entrará no mercado japonês e promete surpreender, já começando pelo valor que está por 3,76 milhões de ienes, ou seja, UU$ 40,640.
Os modelos elétricos entram nessa disputa com economia e agilidade, mas quem realmente ganha é o consumidor oriental que tem a possibilidade de concorrência, qualidade e o principal, melhor preço !
A Ford e a Microsoft anunciaram parceria para incluir o Hohm nos carros elétricos e híbridos que a montadora pretende lançar até 2013. O Hohm é um software para gerenciamento de energia que é usado atualmente para monitorar o consumo de eletricidade em casas.
A intenção das duas empresas é ajudar os donos de carros a saberem o melhor horário para recarregar os veículos e, desta forma evitar os horários de pico. Além de ajudar na recarga consciente, é possível saber até os horários em que o custo da energia é mais barata.
Como a demanda por carros elétricos e híbridos tende a aumentar nos próximos anos, o software, que virá instalado nos carros, pode auxiliar na mudança dos hábitos de consumo.
Imagine uma moto transformada em um carro, mas mantendo quase a mesma largura e com o mesmo posicionamento de motorista e passageiro.
Ou seja, pegar a facilidade da moto e todo o conforto e segurança do automóvel, esta foi a proposta Commuter Cars quando desenvolveu o Tango.
A impressão é de um carro minúsculo, mas é por causa da falta de um banco lateral, pois é muito confortável. Seria uma grande solução para o trânsito urbano, pois aquelas pessoas que andam sozinhas ou em duplas nas estradas, ocupariam muito pouco espaço com o Tango.
Seu acabamento ainda merece maior atenção antes do modelo chegar ao mercado, mas já é uma excelente opção, afinal também é elétrico.